Jorge Braga

                                                                   

   Filhos de um Deus Menor Sons of a Menor God

Filhos de um Deus Menor “Sons of a Lesser God”

 

Teorias do NadaTheories of nothing

 

Uma reflexão sobre a vida, complexa, efémera, difícil, precária, mesquinha e agressiva, cheia de pressões e preocupações, sem tempo para 

ser vivida. Vista como um caminho, com um momento de partida e interrompida pela morte, às vezes lenta mas sempre abrupta e sem chegada possível já que a vida será sempre incompleta, por muito que a queiramos preencher. Apesar de manchada pelos homens, vê-la omo bela e misteriosa, fantástica, experencial; afinal, vê-la com optimismo até para nos equilibrarmos e desse modo valorizar as emoções, as sensações apenas do presente, já que o passado e o futuro não existem. Estar recetivo ao espaço de partida, porque ao dividir estamos a somar e assim, a ter como princípio que a porta está sempre aberta e só se fecha quando uma corrente de ar frio nos possa provocar um resfriado. 

Considerando este mundo uma ilusão, em que tudo acontece como um sonho, coisa que fingiu ser, porque dormíamos, aguça em nós uma indiferença subtil e profunda para com os destinos e desastres da vida. O sofrimento está escancarado aos nossos olhos e vai fazendo as suas investidas que sentimos como pesadelos, para os quais vestimos uma armadura de algodão, para que tentemos viver confortavelmente bem

ancorados sobre as nuvens! Neste ápice da Vida dormimos, voltados para o lado que queremos (ou podemos), e sentimos nos sonhos a xistência, a pulsação. Às vezes devíamos sentir com a cabeça, outras pensar com o coração. Desde o nascimento vamos aprendendo a conhecer o mundo que nunca chegaremos a conhecer, porque o tempo corre contra nós e, nem a ciência, nem as religiões nos dão respostas. Nessa aprendizagem vamos criando ilusões (in)satisfatórias e uma visão mutante sobre o que achamos ser a realidade e ao mesmo tempo os outros formam uma visão distinta sobre nós, e vice-versa, até porque o que vemos são apenas máscaras. Sendo que o que vemos não é mais do que aquilo que somos, os 

nossas visões ambivalentes: vida/morte, física/emocional; concreto/imaginário, complexo/simples, harmonia/desequilíbrio; tristeza/alegria, rueldade/bondade, força/ fraqueza, serão sempre na busca de algo mais do que uma "felicidadezinha". 

Nesta história mostro apenas uma forma de ver, onde somos todos Filhos de um Deus Menor, sem moralizações, mas convivendo bem com a 

minha moral, com as suas “imoralidadezinhas”, já que a sanidade é uma mentira aconchegante… e não havendo índios nem cowboys, em caso de dúvida sou pelos Índios e ainda que, pretendesse criar um amanha fabuloso, mas sabendo que esse amanha de ontem não será o hoje", no final nunca poderia haver “Moral da História”. 

If we consider this world an illusion, in which everything happens as a dream, something that pretended to be because we were sleeping, a subtle and deep indifference towards the faiths of life arises in us. This exhibition reflects some considerations on life – complex, ephemeral, hard, precarious, stingy, aggressive, full of pressure and worries, no time left to live it. It is seen as a path, with a departure moment but interrupted by death, sometimes slow but always abrupt and with no possible arrival, since life will always be incomplete, no matter how much we want to fulfill it. In spite spoted by men, one can see it as beautiful and mysterious, fantastic, experential; after all, we can see it under an optimistic perspective, to find equilibrium and, then, value emotions and the feelings of the present, since past and future do not exist. Value the space of departure, because when we divide we add and so we understand that the door is always opened and only gets closed when a cool breeze gives us a cold. 

In this instant of Life we sleep, turned into the side we chose (or may) and in our dreams we feel existence, pulsation. Sometimes we should feel with the head, others think with the heart. In this instant of Life we sleep, turned into the side we chose (or may) and in our dreams we feel existence, pulsation. Sometimes we should feel with the head, others think with the heart. Suffering is right before our eyes, we feel it as nightmares challenging us, and against them we wear a cotton armour to try to live comfortably anchored upon the Since we are born we learn to know the orld that we will never reach to know, since time runs against us and neither science nor religions give us answers. As we try to learn we create un)satisfying illusions, and a mutant vision on what we consider to be reality and at the same time, the others create a different image of us and ice-versa because what we see are mere masks. What we see is not more than what we are, and our ambivalent vews: Life / death, physical / otional, real / imaginary; complex/ simple, harmony / unbalance, sadness / joy; cruelty / kindness, strength / weakness, will always be in the search of something else than a "little hapiness. I show only a point of view in this story where we all are Sons of a Lesser God, without moralizing but living in harmony with my morality, my “small immoralities”, since sanity is a cozy lie… And since there are neither Indians nor cowboys, in case of doubt 

I am for the Indians, and even if , i wanted to create a fantastic tomorrow, i also now that the "tomorrow´s yesterday is not today",and at the end the story could never have a moral lesson to be learned.

                                                                                                            Jorge Braga

Exhibition “Sons of a Lesser God”

 

Theories of nothing

     Jorge Braga  

Exposiçoes

REM, Rua Miguel Bombarda, Porto 2014

Centro Cultural Trbovlje, Eslovénia 2013

Palácio das Artes, Porto, 2013

Avenida dos Aliados, Porto 2010

AVEPOD, Porto, 2012

Fundação da Juventude, Porto 2011

Associação Nacional de Jovens Empresários (A.N.J.E.), Porto 2000,2004

Galeria das Jóias, Porto 2003

Bar/Galeria, Leça, Matosinhos 2005

Livraria, Leça, Matosinhos 2001

Centro de Recuperação Urbanística e Arquitectónica da Ribeira/Barredo (C.R.U.A.R.B.), Porto1999

Exposição itinerante de Cartoons, instalações, Pintura, Vídeos (campanha contra a exploração infantil), Roma, Siena, Florença, Pescara, Itália 2001, Casa Pia, Lisboa 2004

Participação em várias exposições colectivas de pintura, desenho, instalações cartoons, B.D., nomeadamente na Fábrica da Pólvora, Amadora em 2000

Parque de S. Roque: Chapim azul, Porto 2001

Fundação de Juventude, Porto 2003, FIL, Feira de Arte, Lisboa 2006

“3 Visões”, Madrid, 2008 

Cartoonista seleccionado para o Concurso europeu de Cartoons “Desigualdades, descriminações e preconceitos”, 2007

Publicação-catálogo e “Crise”, Porto Cartoon, 2009 

Desenho e execução de variadas peças de mobiliário, 1998-2007

Exhibitions 

REM, Michael Bombard Street, Port 2014 

Centro Cultural Trbovlje, Slovenia 2013 

Palácio das Artes, Porto, 2013 

Avenida dos Aliados in Porto in 2010 

AVEPOD, Porto, 2012 

Youth Foundation, 2011 Port 

National Association of Young Entrepreneurs (ANJE), Porto 2000.2004 

Gallery of Jewels, 2003 Port 

Bar / Gallery, Leca, 2005 Matosinhos 

Bookstore, Leca, 2001 Matosinhos 

Recovery Center of Urban Planning & Architectural Ribeira / Barredo (CRUARB) Porto1999 

Traveling exhibition of Cartoons, installations, painting, videos (campaign against child exploitation), Rome, Siena, Florence, Pescara, Italy 2001 Casa Pia, Lisbon 2004 

Participation in several group exhibitions of paintings, drawings, cartoons facilities, BD, particularly in the Gunpowder Factory, Amadora in 2000 

Parque de S. Roque: Blue Tit, Porto 2001 

Foundation for Youth, Port 2003, FIL, Art Fair, Lisbon 2006 

"3 Visions", Madrid, 2008 

Cartoonist selected for the European Cartoon Contest "inequalities, discriminations and prejudices", 2007 

Publication, catalog and "Crisis", Porto Cartoon, 2009 

Design and implementation of various pieces of furniture, 1998-2007